| Vista
a Camisinha
Por
que usar?
Por
que usar vale a pena
Diferenças
entre as camisinhas
Aprenda
a usar o preservativo masculino
Aprenda
a usar o preservativo feminino
Na
hora da transa
Penetração
e sexo oral
Porta
aberta para o HIV
Assim
não se pega Aids
Quem
viaja, perde a noção
Basta
uma única vez
Faça
o teste. É gratuito.
Viva
a vida!
Vista a Camisinha
Não há como negar. Usar camisinha durante
a relação sexual é a melhor e mais
segura maneira de se proteger contra DSTs (doenças
sexualmente transmissíveis), inclusive a Aids.
Além disso é um bom método de prevenção
da gravidez. O preservativo impede o contato com o sangue,
o esperma e a secreção vaginal. A camisinha
deve ser, portanto, sua maior aliada em todas as relações
sexuais. Não vale ficar "brincando"
nas preliminares sem camisinha e deixar para colocar
o preservativo só na hora da ejaculação.
Mesmo antes de gozar, o pênis elimina um pouco
de secreção e pode haver risco de infecção.
O uso correto da camisinha garante a segurança
da relação.
Na hora de comprar e de usar o preservativo preste atenção
na data de validade indicada na embalagem. Não
utilize preservativos que estejam muito tempo guardados
em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras
ou porta- luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao
rompimento. Evite, igualmente, o uso de preservativos
sobrepostos, pois também podem se romper com
o atrito ou até mesmo se soltar/enrolar. Confira
outros cuidados importantes:
• O preservativo deve estar sempre disponível;
• Armazene a camisinha em lugar fresco e seco,
já que o calor, a luz e a umidade podem danificá-la;
• Certifique-se de que o produto contenha a identificação
completa do fabricante ou do importador;
• Observe se as informações sobre
o número do lote e a data de validade estão
claras;
• É muito importante verificar se a embalagem
do preservativo traz o símbolo de certificação
do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, cuja
finalidade é comprovar a qualidade do produto.
• Exija a nota fiscal sempre. Em caso de problemas,
a nota ou o cupom do ponto de venda asseguram o direito
de poder reclamar;
• Se o preservativo lhe foi entregue gratuitamente
no serviço de saúde ou em campanhas, procure
saber e guardar o nome da instituição
responsável pela doação. O cuidado
é necessário para que se saiba a procedência
do material, quais são as garantias oferecidas
e, em caso de dúvidas, pedir esclarecimentos.
• Tome cuidado com as ofertas de camisinha, vendidas
por um preço muito baixo ou sem nota fiscal.
Estes produtos podem ser falsificados;
• Leia atentamente as instruções
contidas na bula, geralmente impressas na própria
embalagem, ou em outro material informativo.
• Por ser confeccionado em látex de borracha,
o calor e a umidade deformam o preservativo, tornando-o
impróprio para uso. Por isso, é melhor
não comprar em camelôs, ambulantes, ou
outros locais onde o produto fique exposto a condições
desfavoráveis de tempo, como chuva ou sol.
• Use preferencialmente as camisinhas lubrificadas,
que vêm embaladas em pacotinhos quadrados à
prova de luz;
• Também dê preferência a camisinhas
que possuam espermicidas, pois eles aumentam a eficácia
desse método;
• Não use lubrificante à base de
derivados de petróleo;
• Se necessitar de mais lubrificação,
use lubrificante à base de água (KY gel,
geléias ou cremes espermicidas, que ainda aumentam
a eficácia da camisinha, glicerina);
Lembre-se: manuseie com cuidado. Unhas, dentes e anéis
podem rasgar; não desenrole antes de usar.
Por que
usar?
Transar com preservativo é como chupar
bala com papel! Essa velha, conhecida e equivocada frase
definitivamente não serve mais como desculpa
para deixar de usar o preservativo nas relações
sexuais. As vantagens da camisinha superam o preconceito
e qualquer ‘incômodo’ que possa provocar.
Antes de tudo, a camisinha é o método
anticoncepcional mais barato que existe e o único
que previne contra doenças sexualmente transmissíveis.
A pílula anticoncepcional, por exemplo, pode
ser tão eficiente quanto a camisinha para prevenir
uma gravidez indesejada, mas não evita a transmissão
de doenças como Aids ou sífilis.
Vale
a pena usar preservativo porque:
1. É higiênico
É a forma mais salutar de se transar. Previne
doenças e gravidez porque evita qualquer tipo
de contato entre as áreas mais sensíveis
do corpo masculino e do feminino.
2. Não tem contra-indicações
A camisinha não possui efeitos colaterais. Os
casos de alergia a látex são muito raros
e, para estas pessoas, há sempre os preservativos
feitos com poliuretano.
3. É fácil de manusear
e de carregar
A camisinha pode e deve ser colocada na hora da relação
sexual. É bem diferente, por exemplo, da pílula,
que precisa ser prescrita por um médico e não
faz efeito "na mesma hora". Preste atenção:
a camisinha deve ser guardada em local seguro, seco
e à prova de calor. Aquela camisinha que você
guarda há muito tempo na carteira pode estar
danificada e não funcionar.
4. É fácil de comprar
Farmácias, lojas de conveniência, supermercados
e até em casas noturnas. Nestes e em outros lugares
você pode comprar a camisinha por um preço
perfeitamente acessível.
5. Pode ser um ‘ingrediente’
a mais nas preliminares do sexo!
Colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode ser uma experiência
prazerosa e divertida. Basta seguir corretamente o modo
de usar e soltar a imaginação.
6. Tem para todos os gostos
Com maior ou menor espessura, com lubrificante ou não,
com cores diferentes, texturas ou até tocando
música, a camisinha pode se transformar em um
componente altamente divertido da relação
sexual. Desde que, claro, se tenha a certeza de que
ela é segura.
Acima de tudo, porém, o uso da camisinha obriga
as pessoas a pensarem na necessidade de praticar o sexo
com responsabilidade, o que acaba se refletindo em todos
os aspectos de sua vida sexual e amorosa.
Diferenças
entre as camisinhas
Para escolher o melhor modelo de camisinha, o principal
fator a ser considerado é a qualidade, garantida
pelo selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia,
Normatização e Qualidade Industrial) e
pela data de validade.
Basicamente, uma boa camisinha deve ser testada, fina,
mas resistente, ter preço acessível e
instruções de uso claras na embalagem.
As expressões como "alta sensibilidade",
"extra-proteção" etc, geralmente
não tem nenhum valor técnico, são
usadas só para chamar a atenção
para o produto.
Aprenda a usar o preservativo
masculino
Coloque a camisinha com o pênis ereto, antes que
ele toque a vagina. Isso deve acontecer desde o início
do ato sexual, já que existe a eliminação
de um fluido pré-ejaculatório com quantidades
suficientes de espermatozóides para que ocorra
a contaminação ou a fecundação.
Portanto, mesmo sem ejacular dentro da vagina, só
com o líquido que deixa o pênis "molhado",
já pode ocorrer gravidez ou a contaminação
pelo vírus HIV.
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Abra a embalagem com
cuidado - nunca com os dentes - para não
furar a camisinha.
Coloque a camisinha somente quando
o pênis estiver ereto.
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Desenrole a camisinha
até a base do pênis, mas antes aperte
a ponta para
retirar o ar.
Só use lubrificantes à base de água,
evite vaselina e outros lubrificantes à
base de óleo.
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Após a ejaculação,
retire a camisinha com o pênis ainda duro,
fechando com a mão a abertura para evitar
que o esperma vaze da camisinha. |
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Dê um nó no meio da
camisinha e
jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais
de uma vez. Usar a camisinha duas vezes não
previne contra doenças e gravidez.
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É preciso colocar a camisinha desde o começo
do contato entre o pênis e a vagina. Nunca esqueça
de apertar a ponta da camisinha enquanto ela estiver
sendo desenrolada para tirar todo o ar. Se o reservatório
destinado ao sêmen estiver cheio de ar, a camisinha
pode estourar. Por fim, tire o preservativo com o pênis
ainda ereto, logo depois da ejaculação.
Aprenda a usar o preservativo feminino
Para colocar a camisinha feminina encontre uma posição
confortável. Pode ser em pé com um pé
em cima de uma cadeira; sentada com os joelhos afastados;
agachada ou deitada.
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Segure a argola menor
com
o polegar e o indicador.
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Aperte a argola e introduza
na vagina com o dedo indicador.
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Empurre-a com
o dedo indicador
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A argola maior fica para fora da
vagina, isso aumenta a proteção. |
Assim como com o preservativo masculino, é
preciso usar a camisinha feminina desde o primeiro contato
entre o pênis e vagina. Depois da relação,
retire a camisinha feminina torcendo a argola de fora
para que o esperma não escorra e jogue-a no lixo.
Nunca use a camisinha feminina mais de uma vez.
Na hora
da transa
No dia-a-dia, na balada, ou nas férias,
se rolar tesão na jogada, opte sempre pelo sexo
seguro e uso da camisinha. Essa ainda é a melhor
forma de se prevenir contra o HIV, vírus causador
da Aids. Não vacile nem marque bobeira: durante
a relação sexual, sangue e esperma do
parceiro nunca devem entrar em contato com partes internas
de seu corpo, através da vagina, ânus,
boca ou ferimentos. E vice-versa!
Penetração
e sexo oral
Seja você homem ou mulher, a camisinha é
item obrigatório. Ninguém sai de casa
sem RG ou documento. Da mesma forma, ninguém
deve sair sem caminha no bolso, na bolsa ou na carteira.
No sexo anal não esqueça de usar também
gel lubrificante, à base de água. Isso
é importante para evitar o rompimento da camisinha.
Só assim a transa ficará mais gostosa
e segura.
O sexo oral no pênis (boquete) sem camisinha
pode sim transmitir o HIV e outras infecções,
mas o risco é menor que a penetração
sem uso da camisinha. Lamber o líquido seminal
(as gotas que saem antes da ejaculação),
deixar gozar na boca ou engolir o esperma também
são práticas arriscadas. O sexo oral na
vagina traz riscos, pois a secreção vaginal
e o sangue da menstruação podem conter
o HIV. Já o sexo oral no ânus (cunete)
traz menos riscos em relação ao HIV, mas
pode ser a porta de entrada para sífilis, hepatite,
bactérias e outras doenças.
Porta aberta
para o HIV
Além da Aids, existem muitas infecções
transmitidas através de relações
sexuais despro-tegidas. É o caso da sífilis,
gonorréia, herpes, cancro mole, crista de galo
e tricomonas. Procure logo um serviço de saúde se aparecer ferida, verruga, corrimento, ardência ou coceira, seja no pênis, na vagina ou no ânus. Além
do deconforto e da dor, essas doenças podem aumentar
em muitas vezes o risco de transmissão do HIV.
Assim não
se pega Aids
Por meio de abraço, aperto de mão, beijo
na boca, carinhos, afagos, masturbação,
suor, lágrima, saliva, espirro, uso comum de
copos, pratos, talheres, roupa de cama, toalhas, alimentos,
vaso sanitário, pia, piscina, picada de insetos,
banho a dois, carícias... Use a imaginação,
invente um novo erotismo. Sexo seguro também
é sinônimo de prazer.
Quem viaja,
perde a noção
A utilização de drogas, incluindo álcool,
maconha, cocaína, crack ou ecstasy, não
é uma boa. Você pode perder a noção
do risco e esquecer da camisinha, por exemplo. Já
o uso de drogas injetáveis é a forma mais
arriscada para se contrair o HIV. Mas se você curte essa viagem ( busque ajuda para sair dessa), não divida a mesma seringa com ninguém.
Prefira as descartáveis.
Basta uma
única vez
Quando não se tem certeza de que há fidelidade
na relação, a camisinha deve sempre estar
à mão. Uma única vez sem camisinha
pode ser o suficiente. Você tem o direito de viver
a vida que acha melhor e mais conveniente para você.
Assim, para efeito de prevenção do HIV,
não importa onde, com quem ou com quantos você
transa. Tanto faz se é com homem, com mulher,
por amor, por diversão, ou por dinheiro. Solteiro
(a) ou casado (a), não importa se você
está apaixonado ou é fiel ao namorado(a)
. Muito menos se você é soronegativo, positivo
ou ainda não fez o teste anti-HIV. O que importa
é transar de forma segura. Exija sempre camisinha.
Esse é um comportamento de respeito e solidariedade.
É a prova de que você pensa em si mesmo
e no outro.
Faça
o teste. É gratuito.
Se você acha que teve um comportamento de risco
(se rolou penetração sem camisinha com
parceiro(a) eventual, por exemplo) faça o teste
anti-HIV, de preferência três meses depois,
tempo necessário para aparecer os anticorpos.
Faça preferencialmente na rede pública,
que oferece aconselhamento antes e depois do teste.
Tente conter a ansiedade e lembre-se de que resultado
negativo não é vacina contra a Aids. E
se o teste der positivo converse bastante com um profissional
de saúde. Procure um grupo de apoio, que pode
lhe ajudar a enfrentar a situação.
Viva a
vida!
Há muitas pessoas vivendo normalmente com o vírus
da Aids, graças aos avanços da ciência
e às conquistas do movimento organizado, das
ONGs de luta contra a Aids. Se você é ou
tem algum (a) amigo(a) soropositivo (a) , não
aceite que o trate como vítima ou como diferente.
A pessoa com HIV tem todos os direitos de qualquer cidadão:
acesso ao trabalho, à escola, informação
e atendimento em saúde com dignidade. Têm
o direito de seguir lutando por sua vida e valorizar
aqueles que lhe querem bem. Nunca tolere a discriminação
e denuncie qualquer tipo de preconceito.
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