Vista a Camisinha

Não há como negar. Usar camisinha durante a relação sexual é a melhor e mais segura maneira de se proteger contra DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), inclusive a Aids. Além disso é um bom método de prevenção da gravidez. O preservativo impede o contato com o sangue, o esperma e a secreção vaginal. A camisinha deve ser, portanto, sua maior aliada em todas as relações sexuais. Não vale ficar "brincando" nas preliminares sem camisinha e deixar para colocar o preservativo só na hora da ejaculação. Mesmo antes de gozar, o pênis elimina um pouco de secreção e pode haver risco de infecção. O uso correto da camisinha garante a segurança da relação.

Na hora de comprar e de usar o preservativo preste atenção na data de validade indicada na embalagem. Não utilize preservativos que estejam muito tempo guardados em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta- luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento. Evite, igualmente, o uso de preservativos sobrepostos, pois também podem se romper com o atrito ou até mesmo se soltar/enrolar. Confira outros cuidados importantes:

• O preservativo deve estar sempre disponível;
• Armazene a camisinha em lugar fresco e seco, já que o calor, a luz e a umidade podem danificá-la;
• Certifique-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador;
• Observe se as informações sobre o número do lote e a data de validade estão claras;
• É muito importante verificar se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, cuja finalidade é comprovar a qualidade do produto.
• Exija a nota fiscal sempre. Em caso de problemas, a nota ou o cupom do ponto de venda asseguram o direito de poder reclamar;
• Se o preservativo lhe foi entregue gratuitamente no serviço de saúde ou em campanhas, procure saber e guardar o nome da instituição responsável pela doação. O cuidado é necessário para que se saiba a procedência do material, quais são as garantias oferecidas e, em caso de dúvidas, pedir esclarecimentos.
• Tome cuidado com as ofertas de camisinha, vendidas por um preço muito baixo ou sem nota fiscal. Estes produtos podem ser falsificados;
• Leia atentamente as instruções contidas na bula, geralmente impressas na própria embalagem, ou em outro material informativo.
• Por ser confeccionado em látex de borracha, o calor e a umidade deformam o preservativo, tornando-o impróprio para uso. Por isso, é melhor não comprar em camelôs, ambulantes, ou outros locais onde o produto fique exposto a condições desfavoráveis de tempo, como chuva ou sol.
• Use preferencialmente as camisinhas lubrificadas, que vêm embaladas em pacotinhos quadrados à prova de luz;
• Também dê preferência a camisinhas que possuam espermicidas, pois eles aumentam a eficácia desse método;
• Não use lubrificante à base de derivados de petróleo;
• Se necessitar de mais lubrificação, use lubrificante à base de água (KY gel, geléias ou cremes espermicidas, que ainda aumentam a eficácia da camisinha, glicerina);

Lembre-se: manuseie com cuidado. Unhas, dentes e anéis podem rasgar; não desenrole antes de usar.

Por que usar?

Transar com preservativo é como chupar bala com papel! Essa velha, conhecida e equivocada frase definitivamente não serve mais como desculpa para deixar de usar o preservativo nas relações sexuais. As vantagens da camisinha superam o preconceito e qualquer ‘incômodo’ que possa provocar.
Antes de tudo, a camisinha é o método anticoncepcional mais barato que existe e o único que previne contra doenças sexualmente transmissíveis. A pílula anticoncepcional, por exemplo, pode ser tão eficiente quanto a camisinha para prevenir uma gravidez indesejada, mas não evita a transmissão de doenças como Aids ou sífilis.

Vale a pena usar preservativo porque:

1. É higiênico
É a forma mais salutar de se transar. Previne doenças e gravidez porque evita qualquer tipo de contato entre as áreas mais sensíveis do corpo masculino e do feminino.

2. Não tem contra-indicações
A camisinha não possui efeitos colaterais. Os casos de alergia a látex são muito raros e, para estas pessoas, há sempre os preservativos feitos com poliuretano.

3. É fácil de manusear e de carregar
A camisinha pode e deve ser colocada na hora da relação sexual. É bem diferente, por exemplo, da pílula, que precisa ser prescrita por um médico e não faz efeito "na mesma hora". Preste atenção: a camisinha deve ser guardada em local seguro, seco e à prova de calor. Aquela camisinha que você guarda há muito tempo na carteira pode estar danificada e não funcionar.

4. É fácil de comprar
Farmácias, lojas de conveniência, supermercados e até em casas noturnas. Nestes e em outros lugares você pode comprar a camisinha por um preço perfeitamente acessível.

5. Pode ser um ‘ingrediente’ a mais nas preliminares do sexo!
Colocar a camisinha no(a) parceiro(a) pode ser uma experiência prazerosa e divertida. Basta seguir corretamente o modo de usar e soltar a imaginação.

6. Tem para todos os gostos
Com maior ou menor espessura, com lubrificante ou não, com cores diferentes, texturas ou até tocando música, a camisinha pode se transformar em um componente altamente divertido da relação sexual. Desde que, claro, se tenha a certeza de que ela é segura.
Acima de tudo, porém, o uso da camisinha obriga as pessoas a pensarem na necessidade de praticar o sexo com responsabilidade, o que acaba se refletindo em todos os aspectos de sua vida sexual e amorosa.

Diferenças entre as camisinhas
Para escolher o melhor modelo de camisinha, o principal fator a ser considerado é a qualidade, garantida pelo selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) e pela data de validade.
Basicamente, uma boa camisinha deve ser testada, fina, mas resistente, ter preço acessível e instruções de uso claras na embalagem. As expressões como "alta sensibilidade", "extra-proteção" etc, geralmente não tem nenhum valor técnico, são usadas só para chamar a atenção para o produto.

Aprenda a usar o preservativo masculino
Coloque a camisinha com o pênis ereto, antes que ele toque a vagina. Isso deve acontecer desde o início do ato sexual, já que existe a eliminação de um fluido pré-ejaculatório com quantidades suficientes de espermatozóides para que ocorra a contaminação ou a fecundação. Portanto, mesmo sem ejacular dentro da vagina, só com o líquido que deixa o pênis "molhado", já pode ocorrer gravidez ou a contaminação pelo vírus HIV.

Abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar a camisinha.
Coloque a camisinha somente quando
o pênis estiver ereto.
Desenrole a camisinha
até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para
retirar o ar.
Só use lubrificantes à base de água, evite vaselina e outros lubrificantes
à base de óleo.
Após a ejaculação, retire a camisinha com o pênis ainda duro, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze da camisinha. Dê um nó no meio da camisinha e
jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais
de uma vez. Usar a camisinha duas vezes não previne contra doenças e gravidez.

É preciso colocar a camisinha desde o começo do contato entre o pênis e a vagina. Nunca esqueça de apertar a ponta da camisinha enquanto ela estiver sendo desenrolada para tirar todo o ar. Se o reservatório destinado ao sêmen estiver cheio de ar, a camisinha pode estourar. Por fim, tire o preservativo com o pênis ainda ereto, logo depois da ejaculação.


Aprenda a usar o preservativo feminino
Para colocar a camisinha feminina encontre uma posição confortável. Pode ser em pé com um pé em cima de uma cadeira; sentada com os joelhos afastados; agachada ou deitada.

Segure a argola menor com
o polegar e o indicador.
Aperte a argola e introduza
na vagina com o dedo indicador.
Empurre-a com
o dedo indicador
A argola maior fica para fora da vagina, isso aumenta a proteção.

Assim como com o preservativo masculino, é preciso usar a camisinha feminina desde o primeiro contato entre o pênis e vagina. Depois da relação, retire a camisinha feminina torcendo a argola de fora para que o esperma não escorra e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha feminina mais de uma vez.

Na hora da transa
No dia-a-dia, na balada, ou nas férias, se rolar tesão na jogada, opte sempre pelo sexo seguro e uso da camisinha. Essa ainda é a melhor forma de se prevenir contra o HIV, vírus causador da Aids. Não vacile nem marque bobeira: durante a relação sexual, sangue e esperma do parceiro nunca devem entrar em contato com partes internas de seu corpo, através da vagina, ânus, boca ou ferimentos. E vice-versa!

Penetração e sexo oral
Seja você homem ou mulher, a camisinha é item obrigatório. Ninguém sai de casa sem RG ou documento. Da mesma forma, ninguém deve sair sem caminha no bolso, na bolsa ou na carteira.
No sexo anal não esqueça de usar também gel lubrificante, à base de água. Isso é importante para evitar o rompimento da camisinha. Só assim a transa ficará mais gostosa e segura.

O sexo oral no pênis (boquete) sem camisinha pode sim transmitir o HIV e outras infecções, mas o risco é menor que a penetração sem uso da camisinha. Lamber o líquido seminal (as gotas que saem antes da ejaculação), deixar gozar na boca ou engolir o esperma também são práticas arriscadas. O sexo oral na vagina traz riscos, pois a secreção vaginal e o sangue da menstruação podem conter o HIV. Já o sexo oral no ânus (cunete) traz menos riscos em relação ao HIV, mas pode ser a porta de entrada para sífilis, hepatite, bactérias e outras doenças.

Porta aberta para o HIV
Além da Aids, existem muitas infecções transmitidas através de relações sexuais despro-tegidas. É o caso da sífilis, gonorréia, herpes, cancro mole, crista de galo e tricomonas. Procure logo um serviço de saúde se aparecer ferida, verruga, corrimento, ardência ou coceira, seja no pênis, na vagina ou no ânus. Além do deconforto e da dor, essas doenças podem aumentar em muitas vezes o risco de transmissão do HIV.

Assim não se pega Aids
Por meio de abraço, aperto de mão, beijo na boca, carinhos, afagos, masturbação, suor, lágrima, saliva, espirro, uso comum de copos, pratos, talheres, roupa de cama, toalhas, alimentos, vaso sanitário, pia, piscina, picada de insetos, banho a dois, carícias... Use a imaginação, invente um novo erotismo. Sexo seguro também é sinônimo de prazer.

Quem viaja, perde a noção
A utilização de drogas, incluindo álcool, maconha, cocaína, crack ou ecstasy, não é uma boa. Você pode perder a noção do risco e esquecer da camisinha, por exemplo. Já o uso de drogas injetáveis é a forma mais arriscada para se contrair o HIV. Mas se você curte essa viagem ( busque ajuda para sair dessa), não divida a mesma seringa com ninguém. Prefira as descartáveis.

Basta uma única vez
Quando não se tem certeza de que há fidelidade na relação, a camisinha deve sempre estar à mão. Uma única vez sem camisinha pode ser o suficiente. Você tem o direito de viver a vida que acha melhor e mais conveniente para você. Assim, para efeito de prevenção do HIV, não importa onde, com quem ou com quantos você transa. Tanto faz se é com homem, com mulher, por amor, por diversão, ou por dinheiro. Solteiro (a) ou casado (a), não importa se você está apaixonado ou é fiel ao namorado(a) . Muito menos se você é soronegativo, positivo ou ainda não fez o teste anti-HIV. O que importa é transar de forma segura. Exija sempre camisinha. Esse é um comportamento de respeito e solidariedade. É a prova de que você pensa em si mesmo e no outro.

Faça o teste. É gratuito.
Se você acha que teve um comportamento de risco (se rolou penetração sem camisinha com parceiro(a) eventual, por exemplo) faça o teste anti-HIV, de preferência três meses depois, tempo necessário para aparecer os anticorpos. Faça preferencialmente na rede pública, que oferece aconselhamento antes e depois do teste. Tente conter a ansiedade e lembre-se de que resultado negativo não é vacina contra a Aids. E se o teste der positivo converse bastante com um profissional de saúde. Procure um grupo de apoio, que pode lhe ajudar a enfrentar a situação.

Viva a vida!
Há muitas pessoas vivendo normalmente com o vírus da Aids, graças aos avanços da ciência e às conquistas do movimento organizado, das ONGs de luta contra a Aids. Se você é ou tem algum (a) amigo(a) soropositivo (a) , não aceite que o trate como vítima ou como diferente. A pessoa com HIV tem todos os direitos de qualquer cidadão: acesso ao trabalho, à escola, informação e atendimento em saúde com dignidade. Têm o direito de seguir lutando por sua vida e valorizar aqueles que lhe querem bem. Nunca tolere a discriminação e denuncie qualquer tipo de preconceito.